Mário Oliveira fez essa afirmação na sede das Instalações do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INAMET), em Luanda, durante a cerimónia de entrega oficial de Sensores no âmbito do projecto de ampliação da Rede Sísmica de Angola, numa doação do Governo da República da Coreia.
O ministro destacou a importância dos equipamentos para o ecossistema de meteorologia do país "fundamentais para a garantia da segurança das populações e das infra-estruturas, bem como o avanço dos estudos científicos nos domínios da geologia e geofísica”.
Segundo o ministro, a parceria com a Coreia enquadra-se no Projecto de Reforço e Ampliação da Rede Sísmica de Angola, frisando que Angola tem já instaladas sete estações sísmicas de última geração nas províncias da Lunda Norte, Malanje, Bengo, Cuanza Sul, Huambo, Moxico e Huíla.
Mário Oliveira disse ainda que as tarefas de preparação para a instalação destas novas estações já estão em curso e deverão ficar concluídas na primeira quinzena de março de 2027.
"Com esta doação, Angola passará a contar com um total de 11 estações sísmicas, estrategicamente distribuídas pelo território nacional, um número ainda abaixo do recomendável para uma cobertura nacional ideal”.
Na entrega do equipamento, o embaixador da Coreia em Angola, Kwangjin Choi, frisou que o país asiático está a financiar a instalação de estações de detecção de actividade sísmica, em colaboração com o INAMET.
O diplomata coreano frisou que as quatro estações de alta precisão vão ser instaladas nos municípios da Ganda, Cuanhama, Chicomba e Tômbua, nas províncias de Benguela, Cunene, Huíla e Namibe, respectivamente.
"Durante muitos anos existiu a ideia errada de que Angola está totalmente livre de riscos sísmicos. No entanto, a realidade tem mostrado uma história diferente. Províncias como a Huíla e Benguela, historicamente têm registado eventos sísmicos”, realçou o embaixador coreano.
Já o diretor-geral do INAMET, João Afonso, falando à imprensa, frisou que em uma semana os equipamentos serão instalados no campo, para que na primeira quinzena de março possam estar a reportar na rede nacional, melhorando assim o monitoramento do comportamento sísmico de todo o país, principalmente na região sul.
FONTE: MINTTICS